The animal free world. As marcas e a alimentação ética.

O pensamento experimental sobre as margens da sociedade é o terreno fértil de onde está crescendo uma vida radicalmente melhor. Chris Carlsson

Alimentação é questão central em nossas vidas. Ao escolhermos alimentos, consideramos diversos aspectos: econômicos, ambientais, éticos, culturais, fisiológicos, filosóficos, históricos e religiosos. O vegetarianismo e o veganismo ganharam a mídia e a mesa nos últimos anos. Estão impactando marcas, mercados e empresas. Mas não apenas eles: também o ovolactovegetarianismo, o lactovegetarianismo, o semivegetarianismo, a macrobiótica, o crudivorismo e o frugivorismo. Esses são movimentos presentes cada vez mais na boca e nos corações das classes médias urbanas no Brasil e no mundo. A preocupação em reduzir o consumo de carne fez surgir uma indústria bilionária de produtos naturais e as marcas que demonstram ter algum tipo de preocupação ética com os animais vêm ganhando a atenção e a preferência de muitos consumidores.

Você já ouviu falar da Frente de Libertação Animal? Essa é uma das múltiplas iniciativas e organizações que estão ganhando seguidores, mudando hábitos, chamando a atenção mundial para novas formas de pensar e agir. Os veganos se multiplicam exponencialmente e, com eles, as marcas e os negócios que respeitam os direitos dos animais. Essas empresas, produtos e serviços são os mais diversos e trazem alto valor agregado: uma filosofia de vida. De alimentação a roupas, produtos de beleza, jóias e até artigos de limpeza, não é moda: a tendência veio para ficar. De acordo com Marly Winckler, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), mais de 7 milhões de brasileiros e brasileiras são adeptos do vegetarianismo e também do veganismo, sendo a escolha feita em diversas faixas etárias.

Como tendências de consumo alimentar até 2020, além da preferência crescente por marcas e produtos associados ao bem-estar animal, o relatório Brasil Food Trends aponta a busca por produtos de marcas sustentáveis, de empresas com programas de responsabilidade socioambiental avaliados e certificados e também de produtos carbon footprint, ou seja, com menor “pegada” de carbono. Também serão cada vez mais valorizados produtos de baixo impacto ambiental com rotulagem ambiental e social, participantes de sistema fair trade e que contenham embalagens recicláveis e recicladas. Estarão em alta a revalorização de materiais, os processos com utilização de fontes renováveis, o gerenciamento de resíduos e emissões, as certificações e os selos ambientais, produtos vinculados a causas sociais e ambientais, além da utilização de processos produtivos sustentáveis e eficientes. Avalie o seu negócio, sua cadeia produtiva e seus consumidores, ou melhor, metaconsumidores: pessoas que querem consumir com a certeza de dever cumprido como ser humano ético e atento.